Sinait DS/BA Reelege Presidente e Define Nova Diretoria para o Triênio 2026-2029

Com chapa única, a Delegacia Sindical da Bahia renova sua gestão combinando continuidade na liderança com ajustes estratégicos na composição da diretoria executiva.

Em processo eleitoral pautado pela unidade da categoria, os Auditores-Fiscais do Trabalho da Bahia definiram os representantes da Delegacia Sindical do Sinait no estado (DS/BA) para o triênio 2026-2029. A chapa única inscrita confirmou a reeleição do AFT Diego Barros Leal como Presidente da DS/BA, para seguir no comando da entidade com o compromisso de dar sequência às pautas de fortalecimento da inspeção do trabalho e defesa dos direitos da classe.

A nova composição traz reorganizações internas expressivas nos cargos de gestão. Diva Souza Santos assume a vice-presidência da DS/BA. Com a mudança, Wellington Maciel Paulo, que ocupava o posto de vice-presidente na gestão anterior, passa a responder como Diretor Titular de Planejamento e Administração.

 

“Agradecemos a confiança da nossa categoria e o reconhecimento ao trabalho incansável que essa Diretoria tem dedicado ao fortalecimento da Auditoria-Fiscal do Trabalho na Bahia. Enfrentando grandes desafios e ataques que, ao contrário de nos abalar, nos fortalecem.” afirma o Presidente reeleito.

 

Transição na Diretoria e Atuação Regional

Outra alteração relevante no quadro dirigente é a saída do Auditor-Fiscal do Trabalho Renato Loura da diretoria executiva. Loura deixa o cargo sindical para assumir a Chefia de Fiscalização da Gerência Regional do Trabalho (GRT) em Vitória da Conquista, ampliando a atuação institucional da categoria no interior do estado.

Para ocupar o espaço vago e reforçar a gestão, a diretoria passa a contar com o AFT Amaurílio Gaião Alencar, que atua na Gerência de Camaçari, que assume como Diretor Adjunto de Planejamento e Administração. 

A gestão das finanças da entidade permanece sob a condução do quadro titular com Teresa Calabrich Campos, acompanhada de Taís Arruti Lyrio Lisboa como Diretora Adjunta.

 

Composição Oficial da Diretoria DS/BA (2026–2029)

A posse oficial da nova diretoria consolida a transição para o mandato que se estenderá até 2029, mantendo como diretrizes prioritárias o diálogo com as bases, a valorização da carreira de Auditoria-Fiscal do Trabalho e a interiorização das ações sindicais na Bahia.

Vitória da Conquista sediou primeira reunião do Fórum Baiano de Aprendizagem Profissional realizada no interior

Pela primeira vez em sua história, a reunião do Fórum Baiano de Aprendizagem Profissional (Fobap) foi realizada fora da capital. O município de Vitória da Conquista recebeu representantes de diversas instituições e organizações comprometidas com a formação e o futuro dos jovens baianos. O encontro, que tradicionalmente ocorre em Salvador, reuniu atores sociais para debates, trocas de experiências e o fortalecimento de estratégias voltadas para a inserção de jovens e adolescentes no mercado de trabalho formal.

FOTO: Reprodução TV

A importância da Lei da Aprendizagem

Durante o evento, a AFT Taís Arruti,  Coordenadora de Aprendizagem Profissional e Diretora do SINAIT DS/BA, destacou que a política pública de aprendizagem profissional é uma das mais relevantes do país por conectar diretamente a educação de qualidade com a garantia de trabalho digno para a juventude.

Ao detalhar o impacto social da legislação, Taís Arruti ressaltou como o programa transforma a realidade dos jovens que iniciam suas trajetórias profissionais:

“Digo que a aprendizagem profissional é a lei mais bonita que temos no país, pois permite que o adolescente, muitas vezes em situação de vulnerabilidade social, consiga seu primeiro emprego com carteira assinada. Não se trata de uma bolsa, é um salário, com todos os direitos trabalhistas assegurados, como férias, 13º e FGTS. Ele recebe a formação teórica e vai para o ambiente de trabalho colocar em prática o aprendizado”, explicou.

Parceria e compromisso das empresas

A diretora do sindicato acrescentou ainda que a Auditoria-Fiscal do Trabalho permanece à disposição para prestar orientação e esclarecimentos. Segundo ela, existem diversas entidades formadoras devidamente habilitadas para auxiliar as empresas não apenas no cumprimento das exigências legais, mas na geração de oportunidades reais para quem mais precisa.

Bahia realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho

A cidade de Salvador sediou, nesta sexta-feira, 28 de novembro, a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT).

FOTO: Divulgação

O encontro ocorreu no Hotel Fiesta, reunindo representantes de trabalhadores, empregadores e governo, com o objetivo de debater os cenários atuais do mundo laboral e construir propostas que serão encaminhadas à Conferência Nacional, marcada para março de 2026, em São Paulo.

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a II CNT consolida-se como um espaço tripartite, paritário e democrático para formulação de diretrizes voltadas à promoção do trabalho decente e ao fortalecimento do diálogo social no país.

Dados mais recentes do Diagnóstico do Trabalho Decente na Bahia mostram avanços no mercado de trabalho no estado, como a taxa de formalização, que atingiu 54,7% em 2025, e a queda do desemprego para 9,6%, uma das mais baixas do Nordeste. O rendimento médio real também cresceu, alcançando R$ 2.517, enquanto 61,8% dos trabalhadores já contribuem para a Previdência Social.

Apesar do desempenho positivo, persistem desafios relacionados à desigualdade, à informalidade e à inserção de jovens e mulheres.

 

Da Esq. Nelson Cortes, Wellington Maciel, Magno Lavine, Roberto Miguel, Marcelo Lavine. FOTO: Divulgação
Da Esq. Nelson Cortes, Wellington Maciel, Magno Lavine, Roberto Miguel, Marcelo Lavine. FOTO: Divulgação

”O Vice-presidente do Sinait DS/BA, Wellington Maciel, reforça a importância do encontro:
_”A Auditoria-Fiscal do Trabalho na Bahia tem trabalhado incansavelmente para fortalecer a Agenda do Trabalho Decente. Neste momento, em que nos preparamos para receber os novos AFTs aprovados no último Concurso (CNU), é fundamental estreitar o diálogo com toda a sociedade, e a Conferência do Trabalho é uma ótima oportunidade para fortalecer o debate sobre políticas públicas que assegurem condições dignas e seguras para todos os trabalhadores.”_

Nota de defesa da Justiça do Trabalho e dos direitos sociais

O SINAIT (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho) vem a público manifestar apoio à Justiça do Trabalho e defender a prevalência de suas decisões como ramo do Poder Judiciário especializado no Direito do Trabalho.

A entidade também se coaduna ao entendimento de diversas instituições do mundo do trabalho, incumbidas de zelar pelo sistema público de proteção ao trabalho, de que julgamentos recentes do Supremo Tribunal Federal acabam por desconhecer a importância dos direitos sociais na consolidação da democracia, ao anular decisões da Justiça do Trabalho.

A partir da devida crítica às reformas trabalhistas precarizantes realizadas nos últimos anos no país, é preciso retomar a primazia do texto constitucional, que conferiu aos direitos sociais, entre eles os trabalhistas, caráter de garantia fundamental. Mas, infelizmente, diversas interpretações atuais da Suprema Corte, ao desconsiderar a competência da Justiça do Trabalho, contribuem para a redução dos direitos trabalhistas e favorecem a conduta de maus empregadores que reiteradamente fraudam contratos de trabalho para evitar incidência de direitos e responsabilização.

No âmbito socioeconômico, a falta de observância das garantias fundamentais dos trabalhadores conduz a trabalho precário e degradante, falta de renda e miséria, baixo desenvolvimento humano e econômico, acidentes, adoecimentos e mortes ligados a causas ocupacionais, trabalho infantil, crescentes desigualdades sociais e econômicas, falta de dinamismo e produtividade na economia. Sob o falso argumento de que direitos trabalhistas são gastos, segue a destruição do país como um todo, sob a forma de empresas e um sistema econômico ineficiente e injusto, deterioração do tecido social, sobrecarga dos sistemas públicos de previdência e de assistência, e mais uma longa lista de mazelas com as quais os Auditores-Fiscais do Trabalho e outros agentes públicos se deparam cotidianamente.

Não é possível que se adote uma perspectiva meramente econômica em detrimento dos direitos constitucionais. O Poder Judiciário, assim como todo o sistema público de proteção social, deve agir para garantir a efetivação dos princípios fundamentais da República, com ênfase na centralidade da dignidade humana e no equilíbrio entre os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.

Num momento de defesa e reafirmação da democracia, em que o STF tem tido papel preponderante, o SINAIT e todos os que defendem justiça e equilíbrio social fazem um chamado para que seja repensada a trajetória que o país segue também na seara trabalhista e social. A pessoa e sua dignidade devem tutelar o ordenamento jurídico, conformando a busca por lucros a diretrizes civilizatórias basilares nas relações de trabalho.

O direito do trabalho deve ser visto como instrumento de afirmação democrática e de combate às desigualdades indesejáveis mas tão presentes no país. A fim de que essa visão se concretize, é preciso respeitar e valorizar as instituições do trabalho, como a Justiça do Trabalho, a própria Auditoria-Fiscal do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e as organizações sindicais, que atuam para trazer equilíbrio à inerente desigualdade das relações laborais.

Essa visão civilizatória tem sido fundamental no enfrentamento de problemas como trabalho degradante, trabalho infantil, e para mostrar a aderência do país à agenda global de trabalho digno ou decente encampada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e inserida na Agenda 2030 das Nações Unidas (ONU).

Assim, o SINAIT reitera a defesa de que decisões sobre a aplicação da legislação trabalhista devem ser realizadas pelas instâncias trabalhistas, não pelo STF. Também reafirma o papel da Justiça do Trabalho na análise de fraudes trabalhistas e nulidades. É inadmissível a autodenominação de contratos para subtraí-los do escrutínio da Justiça do Trabalho, cabendo o registro de que outras formas contratuais somente são válidas se não houver pessoalidade, habitualidade, subordinação e onerosidade.

O Sindicato Nacional ainda destaca que, a fim de garantir o cumprimento do texto constitucional, em especial os direitos e garantias fundamentais, as instituições do mundo do trabalho precisam de valorização e fortalecimento. Além do respeito à coisa julgada trabalhista, é preciso que as diversas instituições e seus agentes tenham asseguradas condições adequadas para atuar na proteção do trabalhador.