SINAIT DS/BA participa de evento com ministro do Trabalho e entrega pleito sobre estrutura das unidades na Bahia

Nesta quinta-feira, 9 de abril, representantes do SINAIT DS/BA participaram de um importante encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador. O evento contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, do ministro do Trabalho Luiz Marinho, da diretora da Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho Luciana Nakamura, do secretário do Ministério do Trabalho Magno Lavigne, e de outras autoridades.

Durante o encontro, a Diretoria da DS Bahia — composta pelo presidente Diego Leal, o vice-presidente Wellington Paulo e o conselheiro fiscal Roberto Miguel — aproveitou a oportunidade para dialogar com os representantes do governo federal e estadual sobre a situação das unidades do Ministério do Trabalho no estado.

Uma carta elaborada pela DS/BA foi entregue ao ministro Luiz Marinho, ao deputado federal Zé Neto (PT-BA) e a representantes da Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho. No documento, são relatadas as dificuldades enfrentadas pelas gerências e pela Superintendência Regional do Trabalho na Bahia, especialmente em relação à limitação de recursos financeiros, à falta de viaturas, à ausência de sedes próprias em algumas unidades e à necessidade urgente de investimentos para o custeio básico, sobretudo após o corte orçamentário previsto para 2025.

“Nosso objetivo é sensibilizar as autoridades quanto à urgência dessas demandas estruturais para que possamos garantir condições adequadas de trabalho e de atendimento à população baiana”, destacou o presidente da DS Bahia.

Além da entrega do pleito, o encontro foi também uma oportunidade de fortalecer o diálogo institucional com lideranças políticas comprometidas com a pauta do trabalho digno, como o deputado Zé Neto, que reafirmou seu apoio às demandas da categoria.

As imagens do evento, incluindo os registros com as autoridades presentes, já estão disponíveis nas redes sociais do SINAIT DS/BA.

 

Mais de 2 mil jovens resgatados de situação de vulnerabilidade pela Auditoria-Fiscal do Trabalho já foram inseridos no mercado formal

 

A Auditoria-Fiscal do Trabalho na Bahia tem se destacado por uma atuação comprometida com a inclusão de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade no mundo do trabalho. Desde 2017, mais de 2.600 adolescentes e jovens desse perfil foram inseridos em contratos de aprendizagem graças à articulação feita pelos auditores fiscais com empresas de diferentes setores.

A Auditora-Fiscal do Trabalho responsável por esse processo de articulação, TaísArrutii, destaca o esforço constante da fiscalização para não apenas cobrar o cumprimento da cota de aprendizagem pelas empresas, mas também para convencer os empregadores a priorizarem a contratação de adolescentes que dificilmente teriam oportunidade em um processo seletivo tradicional — como aqueles afastados do trabalho infantil, em situação de acolhimento institucional, em cumprimento de medidas socioeducativas ou com deficiência.

“A gente tem esse olhar cuidadoso. Trabalhamos o convencimento das empresas para que contratem esse público de maior vulnerabilidade. Muitas vezes, esse é um público invisível para o mercado”, explica Taís.

Um dos destaques desse trabalho é o projeto Cidadão Aprendiz, uma iniciativa da Auditoria-Fiscal do Trabalho em parceria com Defensoria Pública, Ministério Público, Senai e prefeituras. A proposta é unir forças para garantir não apenas a contratação, mas o acompanhamento integral desses jovens. A Auditoria é a responsável por fiscalizar empresas que não cumprem a cota e propor termos de compromisso que beneficiem os adolescentes. Já os demais parceiros atuam no apoio jurídico, pedagógico, formativo e social.

Além das formações tradicionais, como assistente administrativo, almoxarife, áreas da construção civil e de tecnologia da informação, os projetos (porque essas vagas não foram ofertadas no projeto Cidadão Aprendiz, mas em outros projetos distintos) também abrem espaço para formações artísticas e esportivas. “Já tivemos cursos na área do teatro, da música clássica, com a parceria da orquestra Neojibá, e também na prática do remo. A ideia é oferecer um leque de oportunidades que respeitem os interesses e talentos desses jovens”, afirma Taís.

A atuação da Auditoria já alcançou grandes empresas em nível nacional. Um exemplo foi o termo de compromisso firmado com a Petrobras, que destinou vagas em diversos estados para adolescentes em situação de risco social. Em 2024, uma nova frente de trabalho foi aberta com a inclusão de 93 jovens afastados do trabalho infantil durante o carnaval em programas de aprendizagem que terão início em abril.

“O que a gente faz é enxergar essas pessoas, entender a situação de vulnerabilidade em que elas se encontram e buscar, através do diálogo com as empresas, abrir caminhos para que tenham acesso ao trabalho digno e formal”, conclui a auditora.

O trabalho da Auditoria-Fiscal do Trabalho da Bahia é um exemplo concreto de como a atuação do Estado pode promover transformação social, combatendo desigualdades históricas e construindo um futuro com mais justiça e oportunidade para quem mais precisa.

 

Ampliar o combate ao trabalho escravo: uma medida que precisa valer para todo o Brasil


Na última semana, o Supremo Tribunal Federal formou maioria para validar a Lei Paulista de Combate ao Trabalho Escravo, sancionada em 2013, que prevê a cassação da inscrição estadual de empresas flagradas utilizando trabalho análogo à escravidão. A decisão representa um avanço significativo no enfrentamento a essa grave violação de direitos humanos e fortalece a autonomia dos estados na luta contra o trabalho escravo contemporâneo.

A legislação de São Paulo, embora ainda não tenha resultado em punições efetivas até o momento, tem um valor simbólico e preventivo imenso. Ao estabelecer a possibilidade real de suspensão das atividades de empresas que se beneficiam da exploração da dignidade humana, o Estado sinaliza que o lucro não pode estar acima da vida e dos direitos trabalhistas.

Se aplicada em âmbito nacional, essa medida seria um divisor de águas na forma como o Brasil enfrenta o trabalho escravo. Atualmente, auditores-fiscais do trabalho realizam um trabalho incansável de fiscalização e identificação de situações degradantes, mas a responsabilização das empresas ainda esbarra em entraves jurídicos e institucionais. Uma legislação semelhante em todos os estados poderia criar um efeito dissuasório mais forte, obrigando empregadores a repensarem práticas abusivas e, principalmente, a adotarem relações de trabalho mais justas e transparentes.

A punição prevista na lei paulista só é aplicada após condenação judicial colegiada, garantindo segurança jurídica ao processo. Além disso, ela não atinge apenas quem utiliza diretamente o trabalho escravo, mas também aqueles que, mesmo indiretamente, se beneficiam da exploração, como contratantes de terceirizadas e fornecedores. É um passo importante para responsabilizar toda a cadeia produtiva, que muitas vezes se aproveita de brechas para manter a impunidade.

É fundamental que os demais estados se inspirem nessa legislação e que o Congresso Nacional avance em propostas que fortaleçam a responsabilização de empresas envolvidas com esse tipo de crime. O combate ao trabalho escravo exige firmeza, coragem e políticas públicas comprometidas com a dignidade humana. O Brasil só será verdadeiramente justo quando nenhuma empresa puder lucrar à custa da dor, do medo e da exploração dos trabalhadores.

Sinait DS/BA apoia petição por criação de 1.800 cargos de Auditores Fiscais do Trabalho

O Sinait DS/BA manifesta seu apoio à petição pública que solicita ao Presidente da República a criação de 1.800 novos cargos de Auditores Fiscais do Trabalho. Essa iniciativa visa fortalecer a fiscalização das condições laborais e assegurar a dignidade dos trabalhadores brasileiros.

Atualmente, o Brasil conta com aproximadamente 1.868 Auditores Fiscais do Trabalho em atividade, número significativamente inferior aos cerca de 5.500 profissionais recomendados para uma cobertura eficaz em todo o país. Essa carência compromete a capacidade de fiscalização e a garantia dos direitos trabalhistas. 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda uma proporção adequada de Auditores Fiscais em relação à força de trabalho nacional para assegurar o cumprimento das normas laborais e promover ambientes de trabalho seguros e justos. A criação dos 1.800 novos cargos é um passo essencial para atender a essa recomendação e fortalecer a atuação do Ministério do Trabalho.

O Sinait DS/BA reconhece a importância dessa medida para a proteção dos direitos dos trabalhadores e a promoção de relações laborais equilibradas. Convidamos todos os cidadãos comprometidos com a justiça social e a dignidade no trabalho a apoiarem essa causa, assinando a petição disponível no link abaixo:

Assine a petição aqui

Juntos, podemos contribuir para um mercado de trabalho mais justo e seguro para todos.

Ipea Revela Desigualdades no Trabalho Doméstico e de Cuidados no Brasil

 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou recentemente dados alarmantes sobre o trabalho doméstico e de cuidados no Brasil, evidenciando profundas desigualdades de gênero e raça nesse setor. Em seminário realizado em 19 de março de 2025, que marcou o Mês da Mulher, foram apresentados estudos que destacam a urgência de políticas públicas voltadas para a valorização e proteção desses profissionais.  

Perfil das Trabalhadoras Domésticas e Cuidadoras no Brasil

De acordo com a “Pesquisa Nacional sobre Trabalho Doméstico e de Cuidados Remunerados”, realizada pelo Ipea em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), 69,9% das pessoas que atuam no trabalho doméstico e de cuidados remunerados são mulheres negras. Além disso, 93,9% dos respondentes da pesquisa eram mulheres, enquanto 6,1% eram homens. Esses números ressaltam as desigualdades estruturais presentes no país, onde a interseccionalidade entre gênero, raça e classe social se manifesta de forma evidente. 

Outro dado preocupante é a escolaridade dessas profissionais: 52,4% das trabalhadoras domésticas negras não concluíram o ensino médio, em comparação com 42,9% das não-negras. Essa diferença educacional reforça as barreiras enfrentadas por essas mulheres no acesso a melhores oportunidades de trabalho e renda. 

Subutilização da Força de Trabalho entre Mulheres Negras

O estudo também revelou que, no primeiro trimestre de 2021, 42,8% das mulheres negras estavam em condição de subutilização da força de trabalho, contra 29,1% das mulheres brancas. A subutilização abrange situações como subocupação por insuficiência de horas, desocupação e desalento. Especificamente, 7,3% das mulheres negras estavam subocupadas por insuficiência de horas, enquanto entre as brancas esse percentual era de 4,4%. Além disso, 4,6% das mulheres negras estavam em situação de desalento, comparado a 2,1% das mulheres brancas.  

Licença-Paternidade: Dados Escassos e Desafios

Outro ponto abordado no seminário foi a falta de dados nacionais sobre a licença-paternidade. Enquanto há registros consistentes sobre a licença-maternidade, a ausência de informações sobre a participação dos homens no cuidado familiar dificulta a formulação de políticas públicas que incentivem a equidade de gênero nesse aspecto. Entre 2016 e 2022, foram registrados casos de licença-maternidade concedidas a homens, principalmente em situações específicas, como falecimento da mãe ou casais homoafetivos masculinos. 

Importância de Políticas Públicas de Cuidado

A presidenta do Ipea, Luciana Mendes Santos Servo, enfatizou a necessidade de transformar o cuidado em uma política de Estado. Ela destacou que o cuidado é frequentemente visto como uma responsabilidade feminina, quando deveria ser compartilhado pela família, sociedade e Estado. A implementação de uma política nacional de cuidados é essencial para promover a igualdade de gênero e assegurar condições dignas de trabalho para as cuidadoras e cuidadores. 

Os dados apresentados pelo Ipea revelam a urgência de políticas públicas que enfrentem as desigualdades de gênero e raça no trabalho doméstico e de cuidados no Brasil. É fundamental reconhecer e valorizar a contribuição dessas profissionais, garantindo-lhes condições de trabalho dignas, salários justos e proteção social adequada. Somente assim será possível construir uma sociedade mais justa e igualitária para todos.  

Nota de Repúdio

 

A Auditoria-Fiscal do Trabalho foi atacada e estamos aqui para defendê-la.

Em uma fala à imprensa, o Prefeito da capital baiana fez um ataque institucional, querendo fazer crer que a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho no Carnaval 2025 se deu sem critérios técnicos e com algum tipo de viés político.

A atividade de fiscalização não pode ser politizada e desonrada por qualquer agente político que, na ocasião adversa, não percebe o erro e parte para o ataque.

Toda ação fiscal é respaldada em critérios estritamente técnicos e legais por meio de investigação documental e in loco, primando por garantir a todo trabalhador os direitos essenciais de cidadania, dignidade, bem-estar e segurança no trabalho.

 

SINAIT DS/BA promove café da manhã de boas-vindas para convocados do Curso de Formação do Concurso AFT

Na última sexta-feira (07), o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho – Delegacia Sindical da Bahia (SINAIT DS/BA) realizou um café da manhã especial para recepcionar os convocados para o Curso de Formação do Concurso de Auditor-Fiscal do Trabalho (AFT). O evento aconteceu na sede da Superintendência Regional do Trabalho da Bahia (SRTb-BA), em Salvador, e foi um momento de integração e acolhimento para os futuros auditores.

Durante o encontro, os novos integrantes da categoria tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre o papel do SINAIT, a importância da atuação sindical e os desafios da carreira na Auditoria-Fiscal do Trabalho. A iniciativa reforça o compromisso do sindicato em apoiar e orientar os profissionais que em breve estarão na linha de frente da fiscalização das relações de trabalho no Brasil.

O presidente da DS/BA, Diego Leal, destacou a importância da recepção.

“Sabemos que essa é uma etapa crucial na trajetória dos futuros AFTs. Nosso objetivo é proporcionar um ambiente acolhedor e compartilhar informações essenciais para que ingressem na carreira com mais segurança e conhecimento sobre o sindicato que os representa.”

O SINAIT DS/BA reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos da categoria e parabeniza os convocados por essa conquista. Desejamos sucesso a todos nessa nova jornada!

📸 Confira as fotos do evento abaixo:

SINAIT DS/BA realiza live sobre ações individuais da paridade do Bônus de Eficiência entre ativos e aposentados

Na tarde desta sexta-feira, 07 de março, o SINAIT DS/BA promoveu uma live sobre as ações individuais relacionadas à paridade do Bônus de Eficiência entre Auditores-Fiscais do Trabalho ativos e aposentados. O evento, transmitido ao vivo, contou com a participação dos advogados Felipe e Eduardo (*sobrenome?*), responsáveis pelas ações e representantes do escritório Farag e Vieira Advogados Associados, que tem convênio com o SINAIT.

Durante a transmissão, os especialistas responderam dúvidas dos colegas aposentados que já ingressaram com ações judiciais questionando o pagamento retroativo da paridade do bônus. Um dos principais temas abordados foi a proposta da Advocacia-Geral da União (AGU), que está oferecendo acordos com um pequeno deságio para encerrar os processos de forma mais rápida.

Os advogados explicaram detalhadamente as implicações dessas propostas e orientaram os aposentados sobre seus direitos e os possíveis desdobramentos caso optem por aceitar ou recusar o acordo. O objetivo foi proporcionar mais clareza e segurança para aqueles que estão na expectativa de um desfecho para essa questão.

O SINAIT DS/BA reforça seu compromisso em acompanhar de perto esse tema e continuará promovendo debates e esclarecimentos para a categoria.

Fique atento às nossas redes e ao nosso site para mais informações sobre essa e outras pautas importantes para os Auditores-Fiscais do Trabalho!

Mulher e trabalho: desafios e avanços do Brasil neste Dia Internacional

 

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um marco na luta por direitos e pela equidade de gênero. Embora conquistas tenham sido alcançadas, ainda há um longo caminho para garantir dignidade e condições justas para todas as mulheres no Brasil. A realidade impõe desafios urgentes, como o combate ao trabalho análogo à escravidão e a luta pela equidade de gênero no mercado de trabalho.
Trabalho Doméstico e Violações de Direitos
O trabalho doméstico, historicamente associado às mulheres – especialmente negras e de baixa renda –, ainda é um dos setores mais marcados por violações de direitos. Muitas trabalhadoras enfrentam condições degradantes, jornadas exaustivas, ausência de remuneração e restrição de liberdade, caracterizando situações de trabalho análogo à escravidão.
Casos emblemáticos como os de Madalena Gordiano, resgatada em 2020 após 38 anos de exploração; Janaína dos Santos, que começou a trabalhar aos 12 anos sem salário e foi resgatada aos 27; e Sônia Maria, submetida a 50 anos de trabalho sem remuneração e sem direito à liberdade, evidenciam a urgência de políticas mais eficazes para coibir essas violações.
Medidas Necessárias
Para combater esse cenário, é fundamental:
•O fortalecimento da fiscalização contra o trabalho escravo;
•A implementação de políticas públicas efetivas de combate às violações;
•A conscientização da sociedade sobre os direitos trabalhistas das mulheres.
Desigualdade Salarial e a Luta por Equidade no Mercado de Trabalho
A disparidade salarial entre homens e mulheres continua sendo um grande obstáculo à equidade de gênero. Em 2022, as mulheres recebiam, em média, 19,4% a menos do que os homens. A desigualdade se agrava nos cargos de liderança, onde a diferença chegava a 25,2%.
Diante desse cenário, medidas foram implementadas para reduzir essa desigualdade. A Lei nº 14.611/2023 determina a transparência salarial e a fiscalização contra discriminação, enquanto o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça incentiva a ocupação de cargos de liderança por mulheres. No entanto, a efetividade dessas políticas depende de fiscalização rigorosa e do engajamento das empresas.
Equidade salarial não é favor, é direito!
Um Futuro com Justiça e Igualdade para as Mulheres
A construção de uma sociedade justa e igualitária passa pelo respeito e pela garantia dos direitos de todas as mulheres. O 8 de março não é apenas um dia de homenagens, mas de reforço à luta por dignidade, equidade e pelo fim das desigualdades estruturais.
O SINAIT DS/BA reafirma seu compromisso com essa luta e ressalta que a equidade de gênero e o combate ao trabalho análogo à escravidão são deveres coletivos que exigem ações concretas do poder público e da sociedade. Só assim será possível garantir que todas as mulheres tenham acesso a direitos, oportunidades e respeito.

Fiscalização do Trabalho Infantil no Carnaval de Salvador Garante Vagas de Aprendizagem para Jovens em Situação de Risco

    carnaval 2025FOTO: Divulgação

A Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT-BA) intensificou a fiscalização do trabalho infantil durante o Carnaval de Salvador, garantindo a presença de equipes da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) nos principais circuitos da festa. A ação, coordenada pelo auditor-fiscal do trabalho Antônio, contou com auditores em diversos pontos estratégicos, visando identificar e combater a exploração do trabalho infantil.

De acordo com a auditora-fiscal do trabalho Taís Arruti, diretora do SINAIT DS/BA e integrante da equipe de fiscalização, foram identificadas 25 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil apenas no circuito Barra-Ondina. A maior parte estava envolvida na venda de bebidas da patrocinadora do Carnaval, exposta a condições precárias, sem acesso a água ou banheiros, e submetida a riscos inerentes ao evento.

Ação Integrada e Medidas de Proteção

A atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho não se limitou à identificação das irregularidades. As equipes realizaram a abordagem das famílias, registraram os dados das crianças e adolescentes e acionaram a rede de proteção, incluindo o Conselho Tutelar e casas de acolhimento para os menores.

Além disso, em uma iniciativa inovadora, a coordenação da fiscalização articulou parcerias com duas grandes empresas e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), garantindo 93 vagas para contratos de aprendizagem destinadas a adolescentes encontrados em situação de trabalho infantil no Carnaval.

Aprendizagem Profissional: Caminho para o Trabalho Digno

Os contratos de aprendizagem, que começam em abril deste ano, representam uma alternativa concreta para afastar adolescentes do trabalho irregular e oferecer oportunidades reais de profissionalização. O modelo prevê formação teórica e prática, assegurando direitos trabalhistas, previdenciários e a possibilidade de desenvolvimento profissional em condições dignas.

“Com essa ação articulada entre a coordenação da aprendizagem profissional e a fiscalização do trabalho infantil, a Auditoria-Fiscal do Trabalho realiza um trabalho efetivo e de excelência. Não apenas dizemos que o adolescente não pode trabalhar no Carnaval vendendo bebidas, mas trazemos uma solução: uma oportunidade de trabalho digno por meio do contrato de aprendizagem”, destaca Taís Arruti.

Essa estratégia reforça o compromisso da Inspeção do Trabalho com a erradicação do trabalho infantil e a promoção de políticas públicas que garantam direitos fundamentais à juventude brasileira.

SINAIT na Luta contra o Trabalho Infantil

O SINAIT DS/BA reafirma a importância tu da atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho no combate à exploração do trabalho infantil e na construção de alternativas seguras e dignas para adolescentes em situação de vulnerabilidade. A aprendizagem profissional é um caminho essencial para que esses jovens tenham acesso à profissionalização e a um futuro melhor.